Acabámos de sair de 2011 pela porta pequena e acabamos de entrar em 2012 por uma ainda menor.
Todos temos consciência que 2011 não foi um bom ano, salvo raras excepções, e todos os indicadores socio-económicos estão disponíveis para poder confirmar isso mesmo. O desemprego aumentou, o crédito diminui ou desapareceu, a atividade económica decresceu, mas pior são as perspetivas quer dos empresários, quer das famílias para 2012.
A maioria quer que este ano passe depressa e que cheguemos a 1 de Janeiro de 2013 o mais rapidamente possível, se bem que teremos mais 1 dia que 2011... um azar nunca vem só! A austeridade que tem marcado estes últimos meses terá o seu auge em 2012, onde os aumentos em praticamente tudo o que compramos virá associado a uma diminuição dos rendimentos que todos nós vamos sofrer. Se um deles já não era bom, os dois ao mesmo tempo será muito pior e a noção de empobrecimento será bem real. Este processo de reajustamento ou desavalancagem em que a economia portuguesa está, e que faz parte dos acordos que assinámos, está a ter consequências muito nefastas para os portugueses e espero, sinceramente, que os resultados desejados nas contas públicas venham de acordo com as estimativas, pois caso contrário generalizar-se-á a sensação de sacrifício para nada com consequências incertas.
O Ministro da Economia recentemente veio a público afirmar que 2012 será o principio do fim da crise, pois eu espero que seja o principio do fim da mentira e das ilusões que nos venderam ou nos impuseram nos últimos anos. O principio do fim das visões retrogradas, míopes e estéreis, sem qualquer sensibilidade social e egoístas. O principio do fim dos maus políticos e maus empresários. O principio do fim das listas de espera nos Hospitais e dos processos pendentes nos Tribunais, pois saúde e justiça são direitos constitucionais... mas não parecem! O principio do fim da inimputabilidade de muitos decisores politicos que delapidaram Portugal por completo colocando-nos de joelhos em frente aos credores e à mercê das suas ordens ou caprichos. O principio do fim da falta de perspetiva de muitos jovens licenciados que não têm uma vida profissional e familiar estável. O principio do fim de um Portugal que não valoriza a investigação, as novas ideias, ridiculariza quem arrisca e perde e inveja quem ganha.
Tenho um forte desejo que 2012 seja o principio do fim da mediocridade!!!
Não estamos por cá para sempre, nem levamos nada connosco quando formos desta para outra. Este ano que marcará um back to basics forçado será igualmente um ano que comprovará que poderemos viver com menos e ser felizes assim mesmo. Bom ano!!!


As crises podem ser alturas de grandes oportunidades para alguns.
ResponderEliminarPela dimensão e abrangência desta que estamos a viver, pode muito bem ser a altura certa para invertermos os paradigmas que têm comandado as nossas vidas, nas mais diversas frentes.
Esta é a nossa oportunidade para mudar… para melhor!
Excelente texto Vítor!
Não vai ser um ano fácil, há que agir nas nossas vidas de forma ponderada e ter cuidado com as "tentações", que normalmente levam aos excessos.
ResponderEliminarSeja como for, vamos tentar se optimistas ;-)
Sem dúvida que 2012 será um ano para alguma reflexão e as consequências serão bem reais.
ResponderEliminarVeremos...